sábado, 14 de junho de 2008

(Mona)lisa, lesada e reproduzida!

Vamos combinar que o exemplo é clichê, mas não menos enérgico dos rumos incertos que tomam a tal “reprodução em série”. Da mesma forma que eu desejo responder à pergunta antropo-trágica (que é o homem?), Walter Benjamim deseja fazer acreditar que a reprodutibilidade da arte é a solução para a sua democratização.

Ora, Da Vinci se esforça para conter em uma só obra, enigmas diversos de sentidos, significados, personalidades, linguagens plásticas e outras acuidades artísticas e ao ser reproduzida, a Monalisa vai continuar Mona(ilesa)? De forma alguma.

Prova disso são as paródias desassociadas, as interpretações ausentes que perseguem a Gioconda de Leonardo Da Vinci. Tem Mônicalisa, Punk-lisa, Anônimalisa, e outras espécies de desvirtuações da obra original. [Confira abaixo]

Aparentemente, uma mapoula com sorriso suspeito, olhar dúbio, com mãos intrigantemente sobrepostas... Mas não sei se é apreciação excessiva ou depreciação bastante, as intervenções que são feitas nesse quadro.

Eu tenho pena é da Monalisa que vem sofrendo “atualizações e virtualizações” (Profª Drª Giovanna que manja disso) nada estéticas.

Tudo por causa da “democratização da arte” prevista por Benjamim...

Recolho minhas divagações sobre a vítim-arte...

É praticamente a massificação pelas mãos de Andy Warhol...

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